quarta-feira, 4 de junho de 2008

Nostalgia


















A noite cai lentamente e nela a nostalgia.Acaricia a saudade...Na gaveta, velhas lembranças, um diário, chave perdida, folhas amarelecidas pelo tempo. Olhares de Cinderela. Um trevo, a primeira rosa, os versos não enviados. Páginas desfolhadas uma a uma, reflexo de segredos. Os anos passaram, os receios sobreviveram aos temporais. Sonhador, impulsiva comunhão de um sentir. Olhos fechados... corpo cansado, sofrido e chorado...o som do vinil... passos arrastados... sonhos verdes...pedaços de vida. Rosa ressequida sangrando de mãos ausentes.

singularidade

6 comentários:

Parapeito disse...

" Os anos passaram, os receios sobreviveram aos temporais."
E que continuem sempre a sobreviver...depois da tempestade a bonança.
Bonito o teu "Nostalgia"

Beijo

Nilson Barcelli disse...

Escreves bem, muito bem.
O texto, embora um pouco triste, é magnífico.
O final
"Rosa ressequida sangrando de mãos ausentes.singularidade"
é brilhante.

Beijinhos.

Miguel Augusto disse...

Por vezes são as emoções mais ásperas que nos fazem escrever melhor! Gostei muito do texto e de o sentir! Beijinhos

ZezinhoMota disse...

Na noite chega
o Céu estrelado
ou a lua cheia...

As noites apaixonadas
no verão
a olhar o Céu...

No Inverno no fogão de sala
que me aquece
ao lado da mulher
que me ilumina a noite.

Bjnhs

ZezinhoMota

Nilson Barcelli disse...

Vim à procura de mais...

Beijinhos.

Nuno disse...

E pela noite cai o malvado e nela tras a saudade e nunca o esquecimento.

Bjinhos Sing

Gato_malvado*